O Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado de Mato Grosso (Sindojus-MT) manifesta profundo pesar e indignação diante da agressão sofrida pela oficiala de justiça Maria Sueli Sobrinho, de 48 anos, durante o cumprimento de um mandado judicial no bairro Novo Horizonte, em Ibirité, na Grande Belo Horizonte. O ocorrido, que se deu no último sábado (8), Dia Internacional da Mulher, evidencia mais uma vez os riscos que os oficiais e oficialas de justiça enfrentam no exercício de suas funções.
Maria Sueli foi agredida violentamente com uma cabeçada no rosto pelo policial militar Daniel Wanderson do Nascimento, de 49 anos, enquanto tentava entregar uma intimação a um jovem de 27 anos, enteado do agressor. Após o ataque, o policial fugiu do local, mas posteriormente foi preso. A oficiala foi encontrada pelos policiais com o rosto ensanguentado e precisou de atendimento médico.
Infelizmente, casos como esse não são isolados. A violência contra oficiais e oficialas de justiça tem sido uma crescente preocupação para a categoria, que constantemente se depara com situações de risco ao cumprir determinações judiciais. O Sindojus-MT tem atuado de forma firme na luta por melhores condições de segurança para os profissionais, incluindo a aprovação do Projeto de Lei nº 4256/2019, que autoriza o porte de armas para oficiais de justiça em todo o país. A proposta, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, é uma das principais vitórias alcançadas pela categoria nos últimos anos, garantindo maior proteção aos profissionais que atuam diariamente em campo.
O presidente do Sindojus-MT, Jaime Osmar Rodrigues, lamentou o ocorrido e ressaltou a necessidade de medidas mais eficazes para proteger os oficiais de justiça: “O caso da colega Maria Sueli é mais um triste exemplo da vulnerabilidade dos oficiais de justiça no cumprimento de suas atribuições. Nós lidamos com situações delicadas, muitas vezes envolvendo indivíduos hostis, e não podemos continuar expostos a tamanha violência. Precisamos de ações concretas para garantir a segurança da categoria, a luta pelo porte de armas é um passo essencial nessa direção, mas acredito que outras medidas precisam ser pensadas, tomadas para garantir mais segurança no exercício dessa profissão essencial a Justiça”.
O Sindojus-MT reforça sua solidariedade à oficiala agredida e reafirma seu compromisso em atuar incansavelmente por mais segurança e melhores condições de trabalho para todos os oficiais e oficialas de justiça do Brasil.
Da assessoria